Conforme fui trabalhando meu inventário corporal as memórias da infância começaram a florescer. outras memórias: aquelas carregadas de espaço, corpo e textura.
Me surpreendi com as memórias que emergiram em meu corpo, muitas delas eu considerava "sem importância".
N processo de dojo, ao demarcar meu quintal, a casa de minha avó materna, dona Ema, surgiu com muita força. as frestas, os cantos, as paredes descascadas de cal azul claro. O quarto-cozinha de tia Pierina, minha tia-avó. Lá, as comidas, o cheiro do guarda roupa, as histórias...
A história de como Pierina aprendeu a fazer crochê: com um palito de fósforo. Eu ficava tentando fazer crochê com um palito também. Achava difícil. Como ela conseguiu?
Eu preferia fazer com a mão mesmo: faz o lacinho e puxa a linha por dentro. Fiz minha primeira correntinha de crochê aos 5 anos de idade. Gostava mesmo era de desfazê-lo: a linha vai sendo engolida pelas argolinhas, vai sumindo... Volta a ser linha.
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domingo, 31 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
O FAZER DO CROCHÊ
Maria Fernanda, conversando com sua tia sobre o ato de fazer croche ouviu:
... é um trabalho manual que vem de dentro. O resultado crochê é um resultado da intensidade interior da crocheira...
pesquisando um pouco mais sobre crochê, encontrei algumas homenagens ao Divino, no blog de Lídia Luz:
"Recebe ó meu Divino
Estes punhados de flores
Que ofertamos com prazer
Ao nosso Divino Espírito Santo.
Aceitai, ó meu Divino
De todo meu coração
Que oramos ao seus pés
Com prazer e devoção (...)". Hino das Flores em louvor ao Divino Espírito Santo.
... é um trabalho manual que vem de dentro. O resultado crochê é um resultado da intensidade interior da crocheira...
pesquisando um pouco mais sobre crochê, encontrei algumas homenagens ao Divino, no blog de Lídia Luz:
"Recebe ó meu Divino
Estes punhados de flores
Que ofertamos com prazer
Ao nosso Divino Espírito Santo.
Aceitai, ó meu Divino
De todo meu coração
Que oramos ao seus pés
Com prazer e devoção (...)". Hino das Flores em louvor ao Divino Espírito Santo.
segunda-feira, 4 de março de 2013
AS ROSAS

Ainda em busca da Rosa, do rosário...
apareceu uma opção para enfeitar o espaço cênico, com rosas de crochê decoradas com fitinhas coloridas, lembrando a bandeira do divino.
Talvez as cores das rosas variem entre azul, vermelho e branco, para remeter à Nossa Senhora do Rosário e ao Divino Espírito Santo.
O "fazer" do crochê, trabalho manual que leva tempo e dedicação, remete-me diretamente às mulheres que , durante todo o ano, se preparam para receber as folias em sua casas, que no dia da folia preparam o espaço que receberá o divino e os foliões, que preparam com suas mãos a comida que garante a energia da festa.
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