Segundo Ana Carolina L. Melchert, pesquisadora do método BPI, no eixo do "Inventário no Corpo entramos em contato com a Estrutura-Física e com a Anatomia Simbólica
do Método BPI, provindas das manifestações populares brasileiras, que mantêm um caráter de resistência cultural e que integram movimento, sentido e intenção.
Rodrigues (2003) nos explica que o desenvolvimento da Estrutura Física é realizado numa prática, onde o corpo encontra-se mergulhado nos elementos das manifestações populares brasileiras. Há, também, o espaço individual, o dôjo, onde é desenvolvido um trabalho de criação do próprio espaço, cujo sentimento deste é o do “aconchego e proteção para receber a memória do corpo” (p. 85)."
informações retiradas do artigo "O desenvolvimento do eixo Inventário no Corpo do Método BPI", de Ana Carolina L. Melchert, Graziela Estela Fonseca Rodrigues.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
ESTRUTURA DO INVENTARIO
Inspirados no Método Bailarino Pesquisador Intérprete, de Graziela Rodrigues e com a ajuda de Maria Fernanda Miranda, estamos estruturando nosso inventário...
Quer fazer o seu?
segue abaixo:
Estrutura do Inventário - BPI
I. De onde venho? – as histórias, os festejos e as danças de meus ancestrais:
BISAVÓS BISAVÔS BISAVÓS BISAVÔS
AVÓ AVÔ AVÓ AVÔ
MÃE PAI
EU
II. Quais são as minhas crenças e das de meus ancestrais?
III. Quais são as personagens significativas de minha história?
IV. Quando meu corpo ainda era misturado a terra;
V. O Imaginário na imensidão do Quintal (ou quintais);
VI. Quais são as paisagens que me envolvem?
VII. Para quem eu quero dançar? Qual foi meu momento significativo com a dança?
Quer fazer o seu?
segue abaixo:
Estrutura do Inventário - BPI
I. De onde venho? – as histórias, os festejos e as danças de meus ancestrais:
BISAVÓS BISAVÔS BISAVÓS BISAVÔS
AVÓ AVÔ AVÓ AVÔ
MÃE PAI
EU
II. Quais são as minhas crenças e das de meus ancestrais?
III. Quais são as personagens significativas de minha história?
IV. Quando meu corpo ainda era misturado a terra;
V. O Imaginário na imensidão do Quintal (ou quintais);
VI. Quais são as paisagens que me envolvem?
VII. Para quem eu quero dançar? Qual foi meu momento significativo com a dança?
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Video - Caçada da Rainha
Encontrei este vídeo na net.
Pude reviver as palavras de Zé Nilo, Ver seu Luiz Coelho dançando e
ouvir novamente a RONCA (ou onça).
já fiquei vibrando por dentro!!
O Brasil é de ouro
é de ouro só!!
Caçada da Rainha completa 60 anos
Caçada da Rainha- A Festa da Fé
sábado, 4 de agosto de 2012
Força Kalunga
... estava revendo algumas fotos de nossa viagem, revivendo emoções, revisitando paisagens...
não pude deixar de me emocionar com esta foto de Sirilo, grande "Prefeito" dos Kalungas, grande guerreiro.
Sua presença forte e serena nos deixa contemplativos...
não pude deixar de me emocionar com esta foto de Sirilo, grande "Prefeito" dos Kalungas, grande guerreiro.
Sua presença forte e serena nos deixa contemplativos...
quinta-feira, 26 de julho de 2012
A Caçada da Rainha 2012 - O PRIMEIRO POUSO
Nosso primeiro pouso
12 de julho de 2012
Enfim, chegamos em Colinas do Sul.
O sol já se escondia, deixando seu rastro multicores.
A ansiedade espantava o cansaço das 8 horas de viagem.
O silêncio nas ruas do interior sempre me convidam a viajar ao meu
próprio interior. A ausência do zum zum zum da cidade grande amplifica meus
sentidos. O ar seco e empoeirado tem cheiro de antigamente, quando eu visitava
meus parentes no interior de São Paulo, acompanhada de minha tia avó Pierina...
Olho para meus filhos e fico feliz por eles estarem vivenciando
esses momentos comigo. Fecho os olhos em prece e agradeço...
O que estamos esperando??
Vam'bora pro pouso!!
Nas paredes dos estabelecimentos comerciais da cidade estavam pregados o cartaz da Caçada da Rainha. Curioso:
então fomos...
Seguimos então com a van novamente, por mais 20 km adentro
"da Colina", em estrada de chão.
Engraçado isso : estrada de chão...
Parece que as outras estradas com o chão escondido pelo asfalto
tiveram sua ancestralidade escondida também...
Seguimos saculejando Colina a dentro...
Vam'bora pro pouso!!
E então chegamos...
A pegunta de todos, ainda dentro da van:
"Cadê Zè Nilo??"
" Ali, Ali!! De chapéu! Já vi!"
E enfim: ZÉ NILO !!!
Nem acreditei:
Estávamos num pouso. Estávamos com Zé Nilo. Pronto!!
Zé Nilo, depois de abraçar o Sertão*, pegou o caçula da viagem - Lui - nos braços e levou a todos pra cozinha, para se servirem e estarem a vontade.
As crianças corriam soltas em volta da fogueira.
A catira já ia começar. Eu só tinha a agradecer...
*Sertão: como Zé Nilo carinhosamente chama Olavo Telles, do Grupo Sertão.
A Caçada da Rainha - APRENDENDO A SER GENTE
“Guimarães Rosa foi quem, melhor do que ninguém,
soube transcriar a riqueza cultural desses povos, ao afirmar que os gerais são
‘uma caixa d'água' e, com isso, mais do que os cientistas, iluminou a leitura
de nossa geografia aos nos fazer ver que os nossos rios nascem nos cerrados – o
São Francisco, o Jaguaribe, o Parnaíba, o Tocantins, o Araguaia, o Xingu, o
Madeira, os formadores do Paraguai (o Pantanal), o Paranaíba, o Grande, o Rio
Doce”.
O trecho acima é de Carlos
Walter Porto-Gonçalves, da Universidade Federal Fluminense, em sua Carta aberta à invisibilidade do
Cerrado na política ambiental (LINK ao lado).
Na carta Carlos Walter nos atenta ao descaso das políticas ambientais em nosso país, incluindo à invisibilidade do Cerrado.
Eu mesmo, antes de chegar em Goiás, não sabia de cerrado... Tinha uma vaga idéia de vegetação rasteira, com baixa diversidade. E cheguei aqui sem saber diferenciar uma árvore comum de um pé de manga...
Acho que por isso me veio o "Paisagens Corporais"...
Aqui, nesse Cerrado azul e laranja, aprendi a ver. A ver e a sentir o meu redor. Minha pele sente o seco e o molhado, meus olhos acompanham os ciclos dos "pé-de-tudo-quanto-é-coisa", minh'alma se encharca nessas águas... E os Ipês choram flores...
Aprendi a apreciar as aleluias, e sentir a presença divina em sua busca pela ascensão...
Me comovo com o grito da cigarra que prenuncia, com seu último fôlego, que as águas estão chegando.
E estou buscando me inspirar nas pessoas daqui ou, como diz Olavo, estou aprendendo a ser gente. Aprendendo o sentido da generosidade.
Me comovo com o grito da cigarra que prenuncia, com seu último fôlego, que as águas estão chegando.
E estou buscando me inspirar nas pessoas daqui ou, como diz Olavo, estou aprendendo a ser gente. Aprendendo o sentido da generosidade.
A Caçada da Rainha - PAISAGENS CORPORAIS
Paisagens
corporais...
Às vezes volto a me perguntar o que está sendo este projeto, uma vez
que a cada dia toma outras dimensões.
Brotou de uma tentativa poética de resgatar valores culturais do cerrado que
vão se perdendo, de resgatar a natureza que vamos perdendo.
Agora estamos coletando imagens , sons e memóriads espalhadas pelo norte de Goiás, para
uní-las em forma de um espetáculo. Um condensamento de vivências, gotas de
poesia que se formam em minha superfície, e escorrem para formar o rio que carrego em mim.
Paisagens Corporais surge como um rebojo interior se preparando para escoar
pelos corpos dos artistas participantes.
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